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Será em 2011?

A comunicação social (regional e nacional) tem vindo sistematicamente a alertar quem de direito para os problemas que a bacia do Rio Lis enfrenta. Uma breve consulta aos arquivos (e apenas aos dos anos 80) revela uma alternância “acidente/promessa de resolução” que dá a medida das preocupações reais que o Ambiente provoca aos responsáveis pelas entidades envolvidas e do ‘medo’ que os agressores sentem. (Região de Leiria, 13 de Janeiro de 1989) Há 30 anos que, fruto da explosão das suiniculturas (a maioria delas instaladas durante a década de 70 do século passado), vivemos uma constante alternância problema / promessa / adiamento. Nesse tempo, conceitos como planeamento e ordenamento do território e defesa do Ambiente eram completa abstracção ou, quando muito, preocupação de uns quantos ‘lunáticos’. E mesmo que a realidade de hoje não seja tão má como no período dos anos 80 e 90 do século XX, a poluição causada pela exploração pecuária intensiva constitui o principal problema da ba...

Ai Timor…

Timor-Leste foi um dos 17 países com representação diplomática em Oslo ausentes da cerimónia de ‘entrega’ do Prémio Nobel da Paz ao democrata chinês Liu Xiaobo. Esta ausência, canhestramente justificada pelo seu Presidente, José Ramos Horta, significa implicitamente o alinhamento de Timor-Leste com a República Popular da China. José Ramos Horta, é bom lembrar, partilhou com o Bispo Ximenes Belo o mesmo Prémio, no já longínquo (ao que parece) ano de 1996. José Ramos Horta, é também bom lembrar, foi durante décadas o porta-voz da resistência timorense ao invasor indonésio e, enquanto tal, objecto de especial admiração por parte de milhares (milhões?) de Portugueses. Timor-Leste terá sido uma das causas que mais uniu os Portugueses nos últimos tempos. Ainda recordo as mais diversas jornadas de solidariedade que se seguiram ao conhecimento do massacre do cemitério de Santa Cruz (no ainda mais longínquo dia 12 de Novembro de 1991) e de tudo quanto aconteceu até à independência. A Repúbl...

Boas Festas

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Três mil duzentos sessenta e cinco. Este é o número da nossa solidariedade, expressa no apoio aos necessitados apoiados pelos Bancos Alimentares contra a Fome. Pode parecer pouco quantificar assim a nossa solidariedade. Mas se acrescentarmos àquele número a palavra toneladas, se dissermos que é 30 por cento superior ao conseguido no ano passado (ou seja, mais 775 mil quilos), se sublinharmos que estão em causa bens alimentares de primeira necessidade e se lembrarmos que já em 2009 haviam sido batidos todos os recordes, temos uma noção mais clara do quão somos solidários. Ah! Falta um número: 30000. Trinta mil voluntários disponibilizaram-se, em dois dias, para tornar a recolha possível. Entre as sombras que marcam o futuro que se antevê negro e difícil, a campanha dos Bancos Alimentares contra a Fome (como outras que pontualmente se realizam anualmente com os mesmos objectivos) revela muito mais sobre Portugal enquanto povo do que a generalidade das notícias do dia-a-dia. Desfeitas...

Os mercados

Há muitos, muitos anos ‘mercados’ eram aqueles espaços ao ar livre onde as pessoas se dirigiam para comprar o que precisavam e vender o que produziam. As coisas evoluíram e, principalmente nas cidades e outros povoados de razoável dimensão, os ditos mercados começaram a funcionar em espaços próprios (e fechados) e dias predeterminados. Lembro-me bem do velho Mercado de Sant’Ana e do novo Mercado Municipal na Quinta do Carpalho (inaugurado com pompa e circunstância no início dos anos 80 do Século passado). Depois surgiram outros mercados… mini, super, híper e tudo o mais que a iniciativa humana inventou. ‘Mercado’ usava-se igualmente para significar que este ou aquele produto tinham potencial de venda junto dos consumidores (‘tem mercado’) ou que estava condenado ao insucesso (‘não tem mercado’). Recentemente, tudo mudou e confesso-me bastante confuso. De um momento para o outro, ‘mercados’ passou a dominar os noticiários, a opinião publicada e as conversas de café. Então se surgis...

Ultrapassar a fronteira

Entre o Homo neanderthalensis e o Homo sapiens; Entre o ‘mundo cristão’ e o ‘mundo muçulmano’; Entre o “norte senhorial” e o “sul concelhio” (José Mattoso, na sessão inaugural do ‘1º Congresso para o Desenvolvimento de Leiria e Alta Estremadura – 17 de Maio de 1991) ; Entre as universidades de Coimbra e de Lisboa; Entre o xisto e o granito e as areias e calcários; Entre as serras e o mar. É nesta ‘fronteira’ que vivemos. Com outras ‘fronteiras’ criadas entretanto, fruto da dinâmica que, principalmente a partir dos anos 60 do Século passado, foi tudo aquilo que fez a Leiria que somos hoje. Ao esvaziamento referido por José Mattoso na intervenção acima referida (1º Congresso para o Desenvolvimento de Leiria e Alta Estremadura – Que futuro? Textos) juntou-se o enorme surto migratório, que levou milhares de Leirienses, em busca de melhores vidas, para outros países e trouxe milhares de outros portugueses para aproveitar as oportunidades entretanto criadas pela rápida industrializ...

我们葡萄牙人自由的,我们要求释放刘晓波

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Nós, Portugueses Livres, exigimos a libertação de Liu Xiaobo