Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Leiria

Duzentos mil euros

Parece que a passagem da volta a Portugal em bicicleta por Leiria tem um custo de 229.900 euros (a dividir por duas edições da prova). Parece que se justifica este dispêndio com a promoção televisiva de que o Concelho beneficia. Parece-me que 200 mil euros de tempo televisivo seria um excelente negócio. Se Leiria beneficiasse efectivamente de todo esse tempo. Mas não beneficia. Tem uns planos da terrinha antes da partida, tem uns planos da terrinha antes da chegada e depois tem horas de fitas escuras de alcatrão onde passam (e são seguidas) umas bicicletas. Essas fitas escuras tanto podem ser em Leiria como em alguidares de baixo ou charneca de cima. As fitas escuras são iguais em toda a parte… Ah… e tem ainda algumas horas de ‘animação’ em que os inenarráveis do costume guincham e gesticulam ‘alegremente’ perante uma plateia de ‘voluntários’. E por onde, habitualmente, desfilam alguns ‘notáveis’ da terrinha, com o também habitual destaque para o presidente da Câmara. Ah… mas es...

Para além da poeira

O que aconteceu nestes últimos dias na Câmara Municipal de Leiria e respectivos bastidores é demasiado importante e grave para ficar confinado ao diz-que-disse e a ‘notícias’ laterais. O que aconteceu nestes últimos dias na Câmara Municipal de Leiria e respectivos bastidores diz respeito ao governo do Concelho, ao dia-a-dia dos seus habitantes e tem, evidentemente, efeitos sobre a nossa vida. O ‘folhetim Leirisport’, se assim lhe podemos chamar, é uma história profundamente mal contada, assente na ‘bondade’ do cumprimento de uma promessa eleitoral (coisa bonita para colocar na botoeira do casaco). Em primeiro lugar, durante os quase três anos deste mandato, ninguém foi capaz de explicar (e provar) por A mais B as vantagens e virtualidades da extinção da empresa municipal. Desde um célebre ‘estudo’ de uma empresa de consultadoria (é assim que se escreve?) que, como é regra, concluía o que cada um quisesse ler, até às sucessivas declarações de sucessivos ‘responsáveis’, ninguém foi ca...

Uma grande perda

Quando conheci o eng. Ribeiro Vieira? Salvo erro na Assembleia Municipal de Leiria. Ou na (re)fundação do 'Jornal de Leiria', quando me convidou para colunista. Pouco importa o pormenor. Antes disso já ele tinha sido vereador da Câmara Municipal. E 'militar de Abril'. E já era empresário. Fizemos a par muitos anos de caminho. Nos jornais (cada um no seu), na ADLEI, nos Congressos de Leiria e Alta Estremadura, em campanhas eleitorais... Trabalhei mais directamente com ele, por dois períodos, na Jorlis. No 'Jornal de Leiria', no 'Correio de Pombal' e no 'Região de Cister'. Foi um homem importante para a região e um homem interessante no contacto pessoal. Um homem que ajudou muita gente, que se empenhou em muitas causas, que ouvia muita gente. Nem sempre fácil, mas justo. Gostava do risco (dizia muitas vezes que não sabia trabalhar sem concorrência). Gostava da sua terra. Por isso esteve em tanto 'sítio', por isso sonhou os jornais,...

Só não me calha o euromilhões...

Certinho, direitinho! Quando ontem aqui me manifestei a propósito de uma notícia do 'Diário de Leiria', apontei o que aconteceria na edição de hoje, salvaguardando apenas que apostas só (ocasionalmente) no euromilhões. Meu dito, meu feito... O assunto é, hoje, manchete ( aqui e aqui )! Mas não só. É manchete mas não reflecte o que efectivamente se passou durante a reunião da Câmara Municipal de Leiria. Francamente, não é grande novidade para mim, mas podia haver um pouco de vergonha. Se já é mau que, com apenas seis meses de mandato, já se estejam a trocar acusações de 'mentirosos', mais grave é que os cidadãos fiquem com versões 'coxas' ou deturpadas do que se está a passar. Afinal, para que assistem os jornalistas às reuniões de Câmara e Assembleia Municipais (e genericamente a todos os eventos)? Para relatar os factos ou para transmitirem a sua versão dos factos? Li (e aprendi) há muitos anos, de um jornalista que muito respeito, uma frase que é lap...

Os estudantes, o ruído e outros disparates

Para variar, a população queixa-se do ruído (da ‘semana académica’) e os estudantes (ou alguém por eles…) queixa-se da população. É fatal como o destino. Na ‘recepção ao caloiro’ e na ‘semana académica’ as queixas multiplicam-se e o argumentário (a favor) repete-se. Ano após ano, após ano, após ano… Que fazer? (perguntaria Lenine…) Acabar com as manifestações estudantis não é, obviamente, solução. Esvaziar a cidade, deixando-a temporariamente aos estudantes, também não. Afastar o ‘recinto’, tanto quanto possível, das habitações é o que vem sendo feito nos anos recentes, provavelmente com algum sucesso mas sem deixar de importunar algumas dezenas (ou centenas) de habitantes. Parece-me do senso comum que é inevitável controlar os decibéis, procurando um compromisso entre o direito ao descanso (da esmagadora maioria da população) e o direito à diversão (da esmagadora maioria dos estudantes). Mas não. Aparentemente, os estudantes (e/ou alguém por eles, e/ou porta-voz deles) sentem-s...

Por que será?

O 'Diário de Leiria' de hoje dá conta que os vereadores da oposição acusam o Presidente da Câmara de Leiria de ter mentido. Em causa está a aprovação do novo quadro de pessoal da Autarquia, que foi objecto de apreciação na reunião da Assembleia Municipal realizada na sexta-feira passada e que provocou o abandono da sala por parte dos vereadores da oposição. No texto em causa, o Presidente da Câmara remete explicações para a reunião de Câmara que aconteceu hoje. Se seguirem o link acima, todavia, não vão encontrar a notícia, pois ela não está disponível on-line. Aliás, na edição em papel não há sequer uma chamada de primeira página. Estou muito curioso de ver o que acontece na edição de amanhã... Melhor: nas edições de amanhã: em papel e on-line. Se eu gostasse de apostas (para além do ocasional Euromilhões), apostaria que a resposta terá um destaque maior (ou mesmo muito maior) que o facto que lhe deu origem. Critérios...

A ‘reestruturação’ dos bombeiros municipais de Leiria

Fernando Curto criticou ainda a divisão do território municipal em quatro partes, face à existência de igual número de corporações de bombeiros. “A Lei diz que nos municípios onde há bombeiros profissionais cabe a estes a responsabilidade jurídica e operacional e, em Leiria, há três partes que estão entregues aos bombeiros voluntários que não sabemos como, com que efectivos e em que modo”, referiu o dirigente. Fernando Curto atribuiu estas alterações ao comandante dos bombeiros e ao presidente da autarquia de Leiria, adiantando esperar de Raul Castro a reestruturação da corporação. (Público on-line, 5 de Abril de 2010) Já perdi a conta aos anos em que andamos a ouvir este ‘profeta da desgraça’… Há bem mais de uma década, seguramente, que este senhor, Fernando Curto de seu nome e em tempos idos bombeiro de Lisboa, (per)corre o País antecipando as maiores catástrofes, os maiores desastres, as maiores calamidades porque as corporações de bombeiros não funcionam como devem. Admito que ...

Feios, porcos e maus

A situação que se vive em toda a bacia do Lis é bem o reflexo do que atrás ficou escrito: um crescimento urbanístico desregrado que invade terrenos agrícolas e asfixia os espaços verdes sem criar outros, um crescimento industrial descuidado e sem qualquer preocupação ambiental, uma proliferação de explorações pecuárias sem ordem nem método que libertam os efluentes para qualquer lado. O resultado é visível: uma bacia hidrográfica, de grandes potencialidades, seriamente ameaçada e de onde o peixe desapareceu, mas cujas águas ainda regam os vegetais que consumimos diariamente. (…) Há que sentar à mesma mesa os responsáveis pelos vários organismos (…) intervenientes, desde a Secretaria de Estado do Ambiente e Recursos Naturais aos agentes económicos, e estabelecer um programa específico de acções (…) que atenuem a pressão da poluição sobre o meio ambiente. (Jornal de Leiria, 8 de Julho de 1988) O constante crescimento populacional, o desenvolvimento industrial e o advento da pecuária...

Vamos limpar a cidade?

Imagem
A campanha 'Limpar Portugal' foi orientada para limpar as matas da tralha que a falta de civismo lá foi depositando ao longo dos anos. Imagem de marca de um povo que não sabe de todo o que seja civismo... Que tal completar a campanha com uma acção de limpeza das cidades, vilas e aldeias? Podia-se começar por 'limpar' os carros dos locais onde eles não podem (não podiam...) estar? Em Leiria, hesito relativamente ao primeiro local: a entrada da Praça Rodrigues Lobo ou, surpresa!, o pátio do Marcado de Sant'Ana?...

Coisas escritas que são setas

Quem escreveu isto, quem foi? " Como um barco sem rumo Imagine um navio numa tormenta, com um rombo no casco, o leme danificado e a água a entrar na casa das máquinas. Em pânico, os passageiros esperam do comandante decisões firmes e sábias. Eis senão quando este informa esperar-se que alguém possa vir em socorro do barco, comprá-lo, afundá-lo, ou mesmo transformá-lo; mas nada é certo. Os passageiros esperavam acção, não que caísse do Céu uma solução. Não sei o que aconteceu ao barco, mas lembra-me o estádio de Leiria. Entre vendas, implosões e transformismos, a conta continua a aumentar e verdadeiras soluções… nenhuma. Num barco, para chegar a bom porto, é preciso ter um rumo definido e um piloto capaz de cumprir a rota." Pois... Texto de José Manuel Silva (deputado municipal do PS) no 'Região de Leiria' de 5 de Março de 2010